Nota de enquadramento
Este serviço é prestado por profissional não inscrita numa ordem profissional de saúde. Não envolve diagnóstico clínico, prescrição, nem substitui psicoterapia ou acompanhamento médico. Sempre que necessário, é feita articulação/encaminhamento para Psicologia e/ou Psiquiatria, com consentimento explícito da pessoa.
Na Pensamente, a Hipnose Integrativa é uma técnica de intervenção complementar, utilizada como apoio em processos de mudança e autorregulação (por exemplo, stress, gestão de ansiedade, sono, dor e hábitos), quando adequado ao objetivo e ao contexto da pessoa. Trata-se de um estado de atenção focada e relaxamento, em que a pessoa mantém consciência e controlo, podendo explorar experiências internas (emoções, memórias, padrões) e ensaiar respostas alternativas com maior flexibilidade.
Ao contrário da hipnose de palco ou de ideias associadas a perda de vontade, a hipnose em contexto de acompanhamento é um processo colaborativo, guiado por objetivos claros e por um enquadramento seguro.
A consulta é assegurada por Fernanda Martins Santos, Hipnoterapeuta (Hipnoterapia Integrativa) e Coach Sénior (SPCP n.º 3047), com registo na APHCH n.º 400, e formação adicional em Compassionate Inquiry® (programa internacional de desenvolvimento de competências para profissionais de ajuda). A intervenção pode integrar hipnose, técnicas de regulação emocional e, quando indicado, ferramentas de coaching orientadas para objetivos.
A relação de trabalho como eixo central
O trabalho assenta num enquadramento de segurança e transparência: o método é explicado previamente, os objetivos são definidos em conjunto e a pessoa pode interromper ou ajustar o processo a qualquer momento. A intervenção é construída com respeito pelo ritmo, limites e preferências de cada pessoa.
Como trabalhamos
O processo pode incluir, consoante a necessidade:
- Sessão inicial de enquadramento: motivo do pedido, objetivos, contexto, avaliação de adequação e definição do plano.
- Indução e trabalho com hipnose: atenção focada, imagética, treino de recursos, reformulação de padrões e estratégias de autorregulação.
- Integração: devolução breve no final da sessão, com sugestões práticas e, quando indicado, exercícios entre sessões (por exemplo, treino de autorregulação/auto-hipnose).
A evidência científica sobre hipnose é variável conforme o problema e a pessoa; por isso, é habitualmente trabalhada como complemento, podendo ser recomendada articulação com outras intervenções baseadas em evidência quando necessário.
Como funciona na prática
- Duração das sessões: habitualmente 60 minutos (a primeira pode ser mais longa, para enquadramento).
- Periodicidade: definida em conjunto (semanal, quinzenal ou outra).
- Duração do acompanhamento: individualizada, revista ao longo do tempo em função dos objetivos e evolução.
- Menores: intervenção com crianças apenas com consentimento do(s) responsável(eis) legal(is) e enquadramento ajustado à idade.
Presencial e online
Disponível em formato presencial e online (videochamada), quando adequado. A modalidade online exige condições mínimas de privacidade e estabilidade (espaço reservado, auscultadores quando necessário).
Ética, confidencialidade e limites profissionais
Por se tratar de uma área complementar e por a profissional não ser psicóloga nem médica, o enquadramento é apresentado com limites claros:
- Não substitui psicoterapia nem ato médico.
- Sem diagnóstico clínico, prescrição ou avaliação psicológica formal.
- Quando existe sofrimento intenso, risco ou necessidade de avaliação clínica, é recomendada articulação/encaminhamento para Psicologia e/ou Psiquiatria, com consentimento explícito.
- Consentimento informado e limites: explicação do método, objetivos, potenciais reações emocionais e definição clara do que será (e não será) feito.
- Proteção de dados e confidencialidade: práticas alinhadas com princípios de privacidade; partilha com outros profissionais apenas com consentimento explícito.
Nota de segurança: em situação de crise ou risco imediato, deve contactar 112 ou linhas de apoio adequadas.




