Na Pensamente, a Psicoterapia de Casal e Família é realizada, maioritariamente, a partir de uma matriz sistémica e relacional, alinhada com o modelo de intervenção da terapia sistémica de casal e família: uma abordagem que compreende o sofrimento não apenas como algo “dentro” de uma pessoa, mas como algo que se expressa e se mantém nas interações, nos vínculos e nos contextos (ciclo de vida familiar, transições, stress, eventos críticos, história relacional).
Em vez de procurar “culpados”, o processo centra-se em padrões de comunicação, alianças, fronteiras, expectativas, lealdades e modos de lidar com o conflito, ajudando o casal e/ou a família a construir novas formas de relação mais claras, seguras e funcionais.
Enquanto projeto clínico, defendemos também uma prática integrativa: quando clinicamente indicado, pode existir articulação com outras abordagens. Em situações específicas, pode igualmente ser considerada a referenciação para psicoterapia de casal de orientação psicanalítica, quando esse enquadramento se revelar mais adequado aos objetivos e à dinâmica em causa.
A relação terapêutica como eixo central
A consulta constitui um espaço protegido e consistente, onde o terapeuta apoia o casal/família a abrandar o ciclo do conflito, a criar condições de escuta e a promover uma compreensão mais fina do que está a acontecer na relação. O terapeuta não decide “quem tem razão”; trabalha como facilitador da comunicação e da reflexão, ajudando a tornar visíveis padrões que, por vezes, já se tornaram automáticos.
Como trabalhamos
A psicoterapia sistémica de casal e família privilegia:
- Mapear padrões de interação (o que acontece antes/durante/depois do conflito; escaladas e evitamentos)
- Compreender funções do sintoma no sistema (por exemplo, quando um problema individual tem impacto e significado na relação)
- Trabalhar comunicação, validação emocional, negociação e limites
- Identificar necessidades relacionais (proximidade/distância, segurança, confiança, reconhecimento)
- Intervir tendo em conta o ciclo de vida (transição para parentalidade, adolescência dos filhos, recomposição familiar, doença, luto, migração, etc.)
Consoante o caso, o trabalho pode incluir sessões com o casal, com a família, e, pontualmente, sessões individuais (sempre com objetivos claros e enquadramento transparente).
Como funciona na prática
- Duração das sessões: habitualmente 50–60 minuto. A primeira consulta, regra geral, tem a mesma duração. Engloba avaliação/enquadramento inicial, definição de objetivos e abertura/organização do processo clínico e administrativo, pelo que pode ter valor diferenciado.
- Periodicidade: definida em conjunto (semanal, quinzenal ou outra), de acordo com necessidade e fase do processo.
- Duração do acompanhamento: é individualizada. Pode ser um processo focado (por exemplo, numa crise específica) ou de média duração, dependendo dos objetivos e da complexidade do sistema relacional.
Presencial e telepsicologia (online)
Disponível em formato presencial e online, quando clinicamente adequado. A modalidade online requer condições de privacidade e estabilidade (idealmente cada elemento com espaço reservado), e pode não ser a opção indicada para todas as situações — isso é avaliado caso a caso.
Ética, confidencialidade e enquadramento clínico
O acompanhamento é realizado com sigilo profissional/confidencialidade, consentimento informado e respeito pela autonomia, em conformidade com o Código Deontológico da OPP e princípios de proteção de dados. Em contexto de casal e família, são definidos desde o início limites claros de confidencialidade, regras de comunicação e procedimentos em caso de risco (por exemplo, violência). A articulação com outros profissionais só ocorre quando clinicamente indicado e com consentimento explícito.
Nota de segurança: em situação de crise ou risco imediato, deve contactar os serviços de emergência (112) ou as linhas de apoio adequadas.







