Na Pensamente, a Psicoterapia de Adolescentes é realizada, maioritariamente, a partir de uma matriz psicodinâmica/psicanalítica, entendida como uma abordagem terapêutica profunda, sensível à fase de desenvolvimento em que o adolescente se encontra. Em vez de se centrar apenas na redução da sintomatologia, procura compreender o modo de funcionamento emocional e relacional, os significados construídos ao longo da história e os padrões que podem estar a manter sofrimento no presente — num período da vida marcado por mudanças identitárias, corporais, familiares e sociais.
Enquanto projeto clínico, defendemos também uma psicoterapia integrativa: embora a nossa base seja predominantemente psicodinâmica, contamos com colegas de outras orientações psicoterapêuticas e, quando clinicamente indicado, integramos ferramentas e enquadramentos que façam sentido para o adolescente, para a família e para a fase do processo.
A relação terapêutica como eixo central
A relação entre psicoterapeuta e adolescente é central e constitui um “laboratório relacional” seguro: um espaço protegido, consistente e sem juízo moral, onde é possível falar com liberdade, experimentar novas formas de pensar e sentir, e observar, com cuidado, como certos modos de se relacionar se repetem — para que possam ser compreendidos, elaborados e transformados.
Como trabalhamos
A psicoterapia com adolescentes é, em grande medida, uma terapia pela palavra e pela relação, ajustada ao estilo de comunicação do adolescente e ao seu ritmo. O processo convida à exploração de pensamentos, emoções, relações e comportamentos, promovendo autoconsciência, regulação emocional, autoestima e autonomia, sem perder de vista o contexto (família, escola, pares).
Sempre que clinicamente adequado, pode existir articulação com pais/encarregados de educação, através de sessões pontuais de orientação parental ou encontros conjuntos — mantendo-se um enquadramento claro de limites e objetivos, de forma a proteger o espaço terapêutico do adolescente.
Como funciona na prática
- Duração das sessões: habitualmente 45–50 minutos. A primeira consulta, regra geral, tem a mesma duração. Engloba avaliação/enquadramento inicial, definição de objetivos e abertura/organização do processo clínico e administrativo, pelo que pode ter valor diferenciado.
- Periodicidade: definida em conjunto (semanal, quinzenal ou outra), de acordo com necessidade, disponibilidade e fase do processo.
- Envolvimento parental: definido caso a caso. Pode incluir momentos específicos com encarregados de educação, sem substituir o espaço individual do adolescente.
- Duração do acompanhamento: é individualizada. Há processos mais focais e outros de média a longa duração; a continuidade e o ritmo são revistos ao longo do tempo, de acordo com objetivos, evolução e preferência do adolescente e da família.
Presencial e telepsicologia (online)
Disponibilizamos psicoterapia em formato presencial e online, quando clinicamente adequado, através de videochamada. A intervenção online requer condições mínimas de privacidade e estabilidade (espaço reservado, auscultadores quando necessário), e pode não ser a opção indicada para todas as situações — essa adequação é avaliada caso a caso, sobretudo quando se trata de menores.
Ética, confidencialidade e enquadramento clínico
O acompanhamento é realizado com sigilo profissional/confidencialidade, consentimento informado e respeito pela autonomia, em conformidade com o Código Deontológico da OPP e princípios de proteção de dados. Na psicoterapia com adolescentes, a confidencialidade é um pilar do trabalho clínico; existem, contudo, limites legais e de segurança (por exemplo, risco sério para o próprio ou para terceiros), situações em que pode ser necessária comunicação/encaminhamento — idealmente, sempre que possível, com conhecimento do adolescente e em articulação com os cuidadores.
Nota de segurança: em situação de crise ou risco imediato, deve contactar os serviços de emergência (112) ou as linhas de apoio adequadas.







